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Referência, Mulher!

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Giovanna Vargas
SPM-RS Trabalho e geração de renda

Nos últimos anos o governo federal identificou a necessidade de dedicar às mulheres brasileiras um olhar mais que especial. A partir de estudos e diagnósticos muito bem levantados com a população feminina no Brasil, verificou-se que as mulheres em geral são excelentes gestoras quando acessam oportunidades que possibilitarão a qualidade de vida de suas famílias. Os programas como “bolsa família” e o programa “minha casa minha vida” são exemplos que responsabilizam as mulheres pela gestão dos recursos e elas tem efetivamente transformado suas vidas, da família e da comunidade em que estão inseridas, porque administram com parcimônia e movimentam a máquina da economia. As estatísticas que são representadas por números frios, portanto inquestionável, apontam esta característica social e política das mulheres. No frigir dos ovos, isto quer dizer que: mulheres mesmo vivendo entre o sim e o não, participando do mundo público ou privado, com escolaridade ou não, demonstram a capacidade de administrar com competência não só benefícios quanto a suas próprias relações. Este protagonismo da mulher brasileira em especial das gaúchas que é necessário garantir a partir da ação forte do estado, da sociedade e da própria mulher agente de participação.
Cada um de nós tem papéis distintos a serem executados, todavia mesmo que distintos nenhum é mais ou menos importante.
Quando ouvimos palavras como transversalidade, interdisciplinaridade, muitas vezes nos deparamos com pessoas que muitas vezes não tem o alcance devido sobre o verdadeiro significado ou conceito das mesmas, nos faz refletir e nos comprometer a multiplicar estas idéias, pois cotidianamente nos deparamos com práticas longe da ideal.
Se for necessário resignificar a palavra com o objetivo de dar a elas o verdadeiro sentido que se faça. A ação deve ter um caráter transversal, deve acontecer sem melindres, sem perder de vista que também muitas vezes no conflito de idéias nos convencemos que a forma de caminhar corretamente nem sempre é a forma como estou a caminhar e em outros momentos percebemos que é no caminhar que fazemos a história. Esta é a noção básica de redes sociais, segundo Martha Narvaz: “a humanidade não vive sem se enredar.” E é com esta concepção de construção coletiva dos diferentes instrumentos de proteção que vamos avançando, atuar em rede.Alguns municípios carecem dos instrumentos em defesa das mulheres, outros já garantem alguns instrumentos como Conselho da Mulher, Centro de Referencia, Casa de Acolhida, enfim espaços para atendimento as mulheres, outros possuem uma tênue rede de proteção outros já avançaram mais.
Creio que em nossa cidade, a rede deve ser fortalecida a partir de uma célula que irá desembocar em outras ações de enfrentamento as mais diferentes formas de violência. Esta célula pode ser o Centro de Referência de Gênero do Alegrete onde pode ser buscados orçamentos de origem municipal, estadual ou federal. Em um caráter emergencial o município poderá estar provendo as condições utilizando algum patrimônio do estado como parceiro e a partir de março quando abrir os editais federais inscrever-se para projeto de referencia federal.
Alegrete a partir dos inúmeros casos de violência contra as meninas e mulheres podemos considerar que somos mulheres com problemas, visto que a dor de uma, é também a nossa dor, portanto em dias que antecedem as comemorações da Semana da mulher faz-se necessário uma profunda reflexão de nosso fazer cidadão e pensarmos juntos e juntas como avançar nesta política. Tenho dito.