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Do Alegrete fui parida e da Campereada surpreendida.

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Giovanna Vargas
DirªSPM-Trabalho e geração de renda

O verbo parir sempre me despertou uma sensação boa, significa: produzir, dar cria, vir à luz e com este sentido retornei ao ventre da terrinha nesta semana, com responsabilidade de representar a Secretaria Estadual de políticas para Mulheres do Governo Gaúcho, na abertura oficial da Campereada Internacional do Alegrete.
Revi muitos amigos na festa tradicionalista, muitos líderes políticos, muita gente bacana e convive nestes quatro dias com o melhor do atavismo gaúcho: a música, a dança, a cidade de lona, o chimarrão, o artesanato, a culinária, os pealos, os animais bem cuidados e muita solidariedade entre todos que transitaram pelo Parque Dr. Lauro Dornelles. Fui surpreendida pela organização na cidade presidida pelo Manoel Lucho com muita responsabilidade.
Na abertura, do alto do palanque oficial, junto a outras autoridades, eu ali guria do Alegrete, vislumbrava a multidão a frente que se acomodavam para ouvir os pronunciamentos. O meu, o primeiro, feito eivado de emoção, pois num misto de ternura a esta terra e a esta gente, com uma sensação de estar metade lá e metade cá, fui falando devagar tentando compartilhar as sensações diversas que me tocavam a alma, o orgulho de estar como uma autoridade oficial do estado na cidade que fui parida, onde cresci e cultuei meus afetos e desafetos, onde está meu bem querer, meus pais, meus amigos, meus alunos, meus eleitores e transitar por eles e ver neles a alegria partilhada. Desta feita esta Camperada a mim em especial tornou-se um evento valioso. Aproveitei a oportunidade e circulei entre as diversas barracas, DTGs e CTGs, em todas recebida com respeito e reconhecimento, filei a “bóia” na barraca do presidente da cidade de lona, no DTG do DAER com a Nívia, com o Paulo e toda a equipe de funcionários que acolhiam a todos os “penetras” com muita alegria. Fui conhecer de perto o artesanato e a produção campeira, conversei com as mulheres trabalhadoras rurais, mulheres da AGRIPLEITE, mulheres da COAMA, mulheres que cuidavam dos cavalos, mulheres que faziam quitudes para vender aos visitantes, enfim mulheres de todos os tipos e potenciais pessoas que podem aprender a lidar com o associativismo, cooperativismo e empreendedorismo ou outra forma de potencializar as diferentes habilidades e gerar muito mais renda a partir do trabalho. Voltei encantada para Porto Alegre, com o universo que sabia que existia, todavia nunca antes havia percebido e que a partir da oportunidade de representar a nossa Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres fui me apropriar mais amiúde do grande e valoroso trabalho que mulheres campeiras do Alegrete realizam e que muitas vezes não é valorizado.
Tenho comigo este sentimento de pertencimento muito a forte ao Alegrete, minha toca, minha identidade e desta terra de onde fui parida estarei tentando levar o que for de melhor dos lugares que ocupar seja na defesa de políticas públicas para o desenvolvimento de políticas que incluam o maior numero de meninas e mulheres no mercado do trabalho, seja nos espaços de divulgação do que de bom tem sido feito em nossa cidade. Resta-me parabenizar a todos aqueles que se empenharam e garantiram o sucesso do evento Campereada e que me oportunizaram a olhar e ver de outra forma este grande movimento cultural que se enraíza em nossa cidade e repito o que falei no discurso:“-que nossas façanhas sirvam de modelo a toda a terra”. Tenho dito.