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Afinal, o que querem as mulheres?

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Giovanna Vargas
Coordª Políticas de Gênero/SPM-Rs

O Universo feminino é espetacularmente complexo, pois é singelo e paradoxalmente forte, rico em detalhes, expectativas, sonhos, afetos e desafetos, TPM, sexualidade exercitada ou sufocada, pudores, moralidades, homoafetividadees, heteroafetividades, papéis como filha, irmã, mãe, esposa, amantes, avós, amigas, profissionais, enfim todos estes personagens a serem cumpridos por uma única mulher em uma única vida.
O seriado da televisão que trouxe o título: “Afinal o que querem as mulheres?” provocou na maioria dos homens e de tantas outras mulheres uma grande curiosidade.
O seriado além de não responder, ainda ampliou o mistério em torno da mente feminina, um mistério construído por uma cultura que complica as relações. Onde está escrito ou comprovado que as mulheres têm que desejar diferentes dos homens?
Cada mulher é um enigma a ser desvendado, cada qual pensa e sente diferente, assim como os homens. Não necessariamente um tem que viver em torno do outro ou em função do outro. Os universos femininos e masculinos existem com características diferenciadas e podem conviver em harmonia a partir do entendimento que todos são importantes e únicos. A cultura é que rotula, estigmatiza, constrói guetos comportamentais, estipula o que pode e não pode e desta forma a cultura do pecado, da exclusão, da discriminação, da menos valia da mulher, dos mistérios que supostamente existem no universo feminino vão caindo no imaginário popular e fortalecendo rótulos equivocados e incentivando a hipocrisia coletiva.
Não queiram saber como pensam ou desejam as mulheres, pois os desejos femininos são infinitos, a cada conquistado, a cada experiência vivida, novos desejos se apresentam e as mulheres tais quais os homens querem: poder, sexo, amor, dinheiro, reconhecimento, poder falar por si, constituir família ou viver solteira sem vínculos ou âncoras de quaisquer naturezas. Dar e sentir muito prazer, ter autonomia econômica, política, social, acessar a verdadeira liberdade de expressão que envolva o universo da fé, do corpo, da alma, do pensamento. Ter autoestima elevada, questionar quando necessário, exigir direitos, ser feminina e feminista, chorar, rir, sem preocupar-se se isto é coisa de mulher. Afinal então, o que querem as mulheres? Felicidade. Tenho dito.